A Casa da Deise Maria

a sua Neuropsicanalista Clínica

O toque da dor

21/03/2026 22:28
Que bom que vc veio! Tem relações que machucam mas, mesmo assim, nos atraem de um jeito difícil de explicar. A pessoa sabe que não está bem, sabe que sofre, que chora, que se sente insegura mas quando o outro se aproxima, tudo muda, vai atrás. Sente aquele alívio, aquela sensação de conexão, como se finalmente estivesse tudo no lugar e é isso que prende. Esses relacionamentos costumam ser intensos, um dia está tudo bem, no outro não. Tem aproximação, depois afastamento tem carinho, depois frieza e a pessoa vai ficando ali, tentando entender, tentando acertar, tentando fazer dar certo, se sentindo até culpada, só que, no fundo, não é só sobre o outro, é sobre o que essa relação desperta por dentro. Muitas vezes, a gente se conecta com aquilo que já conheceu emocionalmente, mesmo que tenha doído. É como se uma parte da gente reconhecesse aquele tipo de vínculo — instável, imprevisível — e, sem perceber, tentasse viver aquilo de novo, mas agora com a esperança de um final diferente. Essa mistura de dor e alívio mexe muito com o cérebro, a incerteza, o “vai e volta”, ativa um tipo de resposta que prende, que faz a pessoa querer mais não porque faz bem, mas porque cria uma expectativa constante de recompensa e aí a pessoa vai ficando, mesmo cansada, mesmo machucada, mesmo sentindo que está se perdendo, mas relacionamento não precisa doer para ser intenso, nem gerar medo para ter valor. Vínculo saudável não te deixa em dúvida o tempo todo sobre o lugar que você ocupa. Se você sente que está preso a um tipo de relação que te machuca, a análise pode te ajudar a entender esse padrão, a cuidar das feridas que te conectam a isso e, aos poucos, construir relações onde você não precise sofrer para se sentir amado. Boa noite ????????? Deise Maria Neuropsicanalista Clínica